Pesquisadores
tem explorado o impacto a longo prazo sobre as pessoas que tomam o cocktail
anti-AIDS, chamado terapia anti-retroviral altamente ativa (apelidado em
inglês de HAART, highly active antiretroviral therapy), que tem provado
ser efetivo em interromper esta doença fatal que degrada o sistema
imune do portador. Em um estudo, os sistemas imunes de 14 pacientes aidéticos,
que estavam tomando o cocktail, foram reforçados o suficiente para
parar a progressão da retinite causada pelo citomegalovirus (CMV),
que muitas vezes leva à cegueira. Aqueles que receberam a HAART
no estudo não precisaram receber as caras medicações
específicas para o CMV. "Retinite por CMV não progride em
pacientes que estão recebendo a HAART, sugerindo que de algum modo
a HAART tem um papel revigorante para o sistema imune, " disse Carl Kupfer,
diretor do Instituto Nacional da Visão, que conduziu o estudo em
colaboração com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças
Infecciosas, ambos nos Estados Unidos. "Com a HAART, o sistema imune rejuvenecido
controla efetivamente essa infecção muito séria e
não precisa da ajuda das medições anti-CMV específicas.
Sistemas imunes mais fortes respondem melhor ao HIV e outras infecções,
permitindo aos pacientes viverem mais tempo, " explicou ele em uma apresentação.
Mas em um estudo separado pelos cientistas do Jefferson Medical College
na Filadélfia, observou-se que o virus pode ser mais teimoso do
que se pensava previamente. Pesquisas anteriores sugeriram que a HAART
suprimia o vírus da AIDS ao ponto deste se tornar latente e não
mais replicar no organismo, não infectando outras células
ou outras pessoas. Mas usando técnicas ultrasensíveis para
examinar os fluídos do corpo a nível molecular, estes pesquisadores
encontraram vírus ativos em pacientes que tinham tomado o cocktail
por meses ou mesmo anos.
Outros estudos tem mostrado que
pacientes aidéticos que param de tomar o cocktail veem o vírus
retornar aos níveis de antes do início do tratamento. " Isto
nos ensina algo se estamos tentando erradicar o virus," disse o pesquisador
Roger Pomerantz, que conduziu este último estudo. " Nos precisamos
ser capazes de parar a replicação do vírus antes de
pensarmos em erradicá-lo."
Estes dois estudos foram publicados
na edição de 02/NOV/1999 do Journal of American Medical Association
(JAMA)
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